Aqui
estou eu de novo, não sei até quando. Mas dessa vez com a sensação de que sou
forte pra levar isso a termo. Bom, a termo não. Isso não tem fim. É um eterno
ciclo de recomeços, que se renovam cada vez mais intensos, maldosos e lascivos.
Só que agora, bom, agora é diferente. Não sei se sou mais forte, mas me sinto
mais forte. Agora sinto que realmente há um motivo para eu abrir mão da minha
saúde e de várias outras coisas que eu sei bem que nós acabamos deixando de
lado em função da nossa meta.
Já
cansei de recusar festas, barzinhos, junções, e eu sempre achei que fazia isso
em função do meu novo jeito de viver. E talvez esse tenha sido um dos motivos
para eu ter tido várias recaídas. O que eu não percebia é que a culpada por
tudo era a comida, e não a Anna, nem a Mia. Há inúmeras opções para que a gente
possa ser feliz, em todos os sentidos. Mas a gente escolhe se castigar
constantemente, à procura de desculpas ou sofrimento.
Mas
eu já disse. Dessa vez é diferente. Dessa vez eu consigo. Dessa vez eu quero
mesmo. Tenho um objetivo bem traçado, e sei exatamente como consegui-lo. E
melhor ainda, eu sei que eu posso.
Nunca
consegui me “livrar” das lembranças da Anna e da Mia quando eu não estava mais
com elas. Até hoje tenho reflexos dos longos períodos que elas me acompanharam.
Tenho refluxos constantes e ainda uso laxantes (não tão frequentemente quanto
antes, mas antes de qualquer compromisso mais relevante, estou eu lá na
farmácia...). Não posso comer um pouco além da conta que já retorna tudo, sem
eu nem ao menos ter que forçar o vômito. Algo que apesar de ser extremamente
incômodo, com certeza evitou que eu ganhasse alguns quilos...
Bom, e
como eu já disse, os objetivos agora são claros. 60 Kg até recomeçarem as aulas
da faculdade, e 55 Kg para administrar até o fim do ano. Quero ser delicada,
desenvolta, elegante. Gordinhas não são frágeis, não são sensíveis, não são interessantes.
Meninas magras têm aquele jeito misturado de moleca e boneca, se vestem como
bem entendem, se movimentam como bem entendem, sem ter preocupações bobas, como
“se eu sentar assim minha barriga fica saltada”, “vou sair com essa bolsa
grandona que de lado ela esconde minha barriga”, “não vou sair hoje de noite,
fico uma orca naquele vestido!”, e por aí vai... Por isso eu acho que a
principal contribuição da Anna e Mia é a recuperação da autoestima. Claro que
no percurso a gente se sente um lixo, mais ainda do que antes de começar. Mas
isso é porque nós estamos refletindo todo o ódio que temos de nossa própria
imagem, mas que não expressávamos antes por pura ignorância.
Quantas
vezes já pensei que eu poderia ser feliz do jeito que eu sou? Pois bem, não dá.
Eu serei feliz da forma que eu quero ser. Não estamos condicionadas a nada. Se
eu me imagino magra e com um sorriso no rosto, é porque eu consigo isso. É
porque isso pertence a mim. Eu só tenho que ir buscar.
O que
me fez realmente voltar foi ter sonhado essa noite com uma cena onde eu estava
magrinha, e extremamente feliz, com minha mãe me elogiando por eu ter
conseguido chegar aonde eu queria, e dizendo que ela sempre acreditou em mim. É
bobo? Completamente haha Mas de certa forma, foi uma prova de que eu nunca deveria
ter desviado do meu caminho, e de que sonhos são possíveis.
Vou
torcer então para que o sonho seja a prévia de um dejá vu, e para que o sentimento de ser forte me dê a
coragem e a vontade para continuar sempre em frente, independente das
dificuldades e dos desafios que irão aparecer no meu caminho. O beijo a tod@s,
e desejo muitas pernas finas e barriguinhas chapadas para quem passar por aqui.
;*
1ª meta: 24h de NF

Nenhum comentário:
Postar um comentário